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CAPTULO 9 
PRONOME 
CONCEITO DE PRONOME 
"Pronome  a palavra que denota o ente ou a ele se refere, 
considerando-o apenas como pessoa do discurso."* 
Pessoas do discurso se chamam o indivduo que fala, o indivduo 
com quem se fala e o indivduo ou a coisa de que se fala. 
Os pronomes, vazios de contedo semntico, tm significao essencialmente ocasional, determinada pelo conjunto da situa co: eu, situao da pessoa que fala; meu, 
situao daquilo que pertence  pessoa que fala; este, situao de proximidade em relao  pessoa que fala, etc... 
Classificam-se os pronomes em seis grandes grupos: 
pessoais demonstrativos relativos 
possessivos indefinidos interrogativos 
PRONOMES PESSOAIS 
Pronomes pessoais so palavras que representam as trs pessoas do discurso, indicando-as simplesmente, sem nome-las. 
A primeira pessoa, aquela que fala, chama-se eu, com o plural 
ns; a segunda, tu, que  a com que se fala, com o plural vs; 
a terceira, que  a pessoa ou coisa de que se fala,  ele ou ela, 
com os plurais respectivos eles ou elas. 
O verbo declara sempre, com as formas especiais de sua con Said Ali, Gramtica secundria da lngua portuguesa, cit., p. 61. 110 
jugao, a qual das trs pessoas se refere o predicado, e, tambm, o nmero gramatical (singular ou plural) dessas pessoas: 
am-o (eu) 
am-a-s (tu) 
am - a (ele, ela) 
am - a - MOS (ns) 
am a - is (vs) 
am - a - M (eles, elas) 
Os pronomes que servem de sujeito na orao chamam-se subjetivos 
ou retos. Os que, ao contrrio, desempenham o papel de complemento 
do verbo, denominam-se objetivos ou oblquos. 
Os pronomes objetivos ou oblquos possuem formas tonas e tnicas: as primeiras so partculas inacentuadas, que se colocam antes ou depois do verbo, como se fossem 
uma sflaha a mais desse verbo; as segundas vm sempre regidas de preposio. So os seguintes esses pronomes: 
l PESSOA 
singular: me (forma tona); mim (forma tnica). 
plural: nos (forma tona); ns (forma tnica). 
2 PESSOA 
singular: te (forma tona); ti (forma tnica). 
plural: vos (forma tona); vs (forma tnica). 
3 PESSOA 
singular: o, a, lhe, se (formas tonas); ele, ela, si (formas tnicas). plural: os, as, lhes, se (formas tonas); eles, elas, si (formas tnicas). 
As formas o, a, os, as empregam-se em substituio a um substantivo que, sem vir precedido de preposio, completa o regime de um verbo. Exemplo: Vi o menino (ou 
- vi-o); No escrevi as cartas (ou 
- no as escrevi). 
As formas lhe, lhes representam substantivos regidos das preposies a ou para. Exemplos: Dei o livro ao menino (ou - dei-lhe o livro); Os reis magos levaram ouro, 
incenso e mirrapara Jesus (ou - os reis magos levaram-lhe ouro, incenso e mirra). 
As formas se e si dizem-se reflexivas, porque s se podem usar em relao ao prprio sujeito do verbo. Exemplos: O capitalista matou-se. 
- Os empregados se despediram. - Ela  muito egosta: s pensa em si. - Tratem de si e no dos outros. 
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H, ainda, cinco formas que, combinadas com a preposio com, se apresentam cada uma num vocbulo nico. So: comigo, contigo, 
consigo, conosco e convosco. 
Deve notar-se que, como si, o pronome consigo  exclusivamente 
reflexivo: Levou consigo quanto era seu. - O advogado nada trouxe 
consigo. 
H alguns pronomes de segunda pessoa que requerem para o verbo 
as terminaes da terceira. Tais so: 
voc, vocs (tratamento familiar) 
o Senhor, a Senhora (tratamento cerimonioso), 
e, acompanhados de seus plurais, os chamados "pronomes de reverncia": 
Vossa Senhoria (para os funcionrios pblicos graduados). 
Vossa Excelncia (para altas autoridades). 
Vossa Alteza (para os prncipes). 
Vossa Majestade (para os reis). 
Vossa Santidade (para o Papa). 
Vossa Eminncia (para os cardeais). 
Vossa Reverendssima (para os sacerdotes em geral). 
Vossa Magnificncia (para o reitor da Universidade). 
PRONOMES POSSESSIVOS* 
Pronomes possessivos so palavras que fazem referncia s pessoas 
do discurso, apresentando-as como possuidoras de alguma coisa. 
Tais palavras so pronomes da mesma famflia dos pessoais, porque 
* A incluso dos possessivos, demonstrativos, indefinidos e relativos na classe dos PRONOMES  doutrina definitivamente consagrada. Abraam-na, entre Outros: Frederico 
Diez, Meyer-Lbke, Edouard Bourciez, no campo da filologia rornnica; J. Huber, Edwin Williams, Leite de Vasconcelos, Jos Joaquim Nunes, Epifnio Dias, Ribeiro 
de Vasconcelos, Said Ali, Sousa da Silveira e Antenor Nascentes, no mbito da filologia histrica portuguesa e no da prpria granutica normativa; alm de grandes 
teoristas de outras lnguas, como Menndez Pidal, Amado Alonso e Pedro Henrquez Urei'ia, em espanhol; e Marouzeau, em francs. 
Magnfficas sfnteses da discusso do problema podem ler-se em Amado Alonso e 
Pedro Henrfquez Urefia, ob. cit., pp. 222-30; e em J. Matoso Cmara Jr., Boletim 
de filologia, 6 (1947), pp. 87-91, Rio de Janeiro, Livros de Portugal. 
112 
sua significao, meramente acidental, gira em torno das pessoas do colquio. 
Realmente, se dissermos: 
Meu relgio  de ouro 
ou 
Teu relgio  de ouro, 
as palavras meu e teu apenas indicam que o relgio pertence, respectivamente,  primeira pessoa (eu), ou  segunda (tu). 
Eis as formas dos pronomes possessivos: 
1 pessoa do singular - eu : meu, minha, meus, minhas. 
1 pessoa do plural ns: nosso, nossa, nossos, nossas. 
2 pessoa do singular tu : teu, tua, teus, tuas. 
2 pessoa do plural - vs: vosso, vossa, vossos, vossas. 
3 pessoa do singular e do plural: seu, sua, seus, suas. 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS 
Pronomes demonstrativos so palavras que assinalam a posio dos 
objetos designados, relativamente s pessoas do discurso. 
Amado Alonso chama-lhes 'gestos verbales'. 
Quando, ao conversar com algum, eu digo 'esta cadeira', a palavra esta mostra que a cadeira est perto de mim, ou  a em que me sento. Mas direi 'essa cadeira', 
se me quiser referir  que est ao lado do meu interlocutor, ou  em que ele se senta. J 'aquela cadeira' no ser a que est perto de mim, nem perto dele. H, 
portanto, estreita relao entre eu e este, tu e esse, ele e aquele, da mesma forma que entre os pronomes pessoais e os possessivos. 
Esta  a norma geral. Veremos, mais tarde, que nem sempre os demonstrativos se usam com essa rigidez. 
Alm destes, existem alguns demonstrativos de natureza adverbial. 
So: aqui, a, l, e ali ou acol, que se classificam como pronomes adverbiais demonstrativos. 
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Poder-se-ia organizar o seguinte quadro: 
Estes pronomes no s expressam a proximidade ou afastamento no espao, mas tambm no tempo: 
Este ano (isto , o ano corrente) tem sido feliz para ns. 
Em 1930 rebentou uma revoluo; nesse ano, eu estava ausente 
do pas. 
Aqueles dias que passei em Petrpolis foram muito agradveis. 
Eis as formas dos pronomes demonstrativos: 
este, esta, estes, estas; esse, essa, esses, essas; aquele, aquela, aqueles, aquelas; mesmo, mesma, mesmos, mesmas; prprio, prpria, prprios, prprias; tal, tais; 
semelhante, semelhantes; isto, isso, aquilo; o, a, os, as. 
O, a, os, as so demonstrativos quando equivalem a este, esse, aquele, isto, aquilo, etc... Exemplos: No compreendo o ( isso) que disseste. 
- Os (= aqueles) que mais protestam, so os (= aqueles) que menos razo tm. 
Pronomes indefinidos so palavras que se aplicam  terceira pessoa 
gramatical quando esta tem sentido vago, ou exprimem quantidade indeterminada. 
Alguns se empregam isoladamente, desacompanhados de substantivo; outros vm ao lado de um substantivo, com o qual concordam 
em gnero e nmero. 
O primeir 
1. Referer quem, 
2. Referer que, al 
3. Referer onde, c 
Mais num 
todo, t algum, vrios, nenhun certo, outro, muito, pouco, quanto que, qi um, un qualqu cada (i 
"A suhst precedido d cada para cc 
Diz-se: c vras -, mas tantivo ou p 
H expre: 
quem 
etc... 
Semelhante e tal so demonstrativos em frases como estas: 
Nunca escrevi semelhantes coisas! 
Tal despudor imie causou repulsa. 
PRONOMES INDEFINIDOS 
* "Cada, e tao viciosa d que, em vez de Clssica, 1933 no logrou est 
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eu - 
meu - 
este, isto - 
aqui 
1 
pessoa 
tu 
teu - 
esse, isso - 
a 
2 
pessoa 
ele - seu - aquele, aquilo - ali, l 
3 
pessoa 

O primeiro grupo compreende trs espcies de pronomes: 
1. Referentes a pessoas: 
quem, algum, ningum, outrem. 
2. Referentes a coisas: 
que, algo, tudo, nada. 
3. Referentes a lugares: 
onde, algures, alhures, nenhures. 
Mais numeroso  o segundo grupo: 
todo, toda, todos, todas; 
algum, alguma, alguns, algumas; 
vrios, vrias; 
nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas; 
certo, certa, certos, certas; 
outro, outra, outros, outras; 
muito, muita, muitos, muitas; 
pouco, pouca, poucos, poucas; 
quanto, quanta, quantos, quantas; 
que, qual, quais; 
um, uma, uns, umas; 
qualquer, quaisquer (invarivel em gnero); 
cada (invarivel em gnero e nmero). 
"A substantivos no plural s se junta cada, quando o substantivo, 
precedido de um numeral cardinal, representa um conjunto: uma escada para cada doze homens" (Epifnio Dias). 
Diz-se: cada estrofe tem oito versos; cada um, cerca de seis palavras -, mas no se pode usar a palavra cada desacompanhada de substantivo ou pronome. * 
H expresses pronominais indefinidas: 
quem quer que, o que quer, cada um, cada qual, seja o que for, 
etc... 
* "Cada, como substantivo Cv. g.: os sabonetes custam dois tostes cada),  imitao viciosa do francs, onde as pessoas que falam menos corretamente dizem chaque, 
em vez de chacun. "(Epif.nio Dias, Sintaxe histrica portuguesa, 2 ed., Lisboa, Clssica, 1933, p. 92 - Nota.) Corrente na linguagem oral, esta construo ainda 
no logrou estabilizar-se na lfngua escrita culta. 
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PRONOMES RELATIVOS 
Os pronomes relativos so palavras que reproduzem, numa orao, 
o sentido de um termo ou da totalidade de uma orao anterior. Eles no tm significao prpria; em cada caso representam o seu 
antecedente. 
Exemplos: 
"Havia a escola, que era azul e tinha 
Um mestre mau, de assustador pigarro... 
"Seu Alexandre, um bom velhinho rico 
Que hospedara a Princesa: o tico-tico 
Que me acordava de manh, e a serra..." (B. LOPES) 
O primeiro que significa escola; o segundo, bom velhinho rico; e o terceiro, tico-tico. Em todos estes exemplos, o pronome relativo se refere, pois, a um termo da 
orao anterior. 
Mas numa frase como: 
Todos estavam reunidos no mesmo ptio, o que facilitou a chamada -, 
o antecedente no  s um termo da outra orao, mas a totalidade desta. Observe-se que, neste caso, o pronome relativo vem precedido de o. 
Eis o quadro dos pronomes relativos: 
que, quem; quanto, quanta, quantos, quantas; 
cujo, cuja, cujos, cujas; o qual, a qual, os quais, as quais. 
Como relativo, quanto refere-se a tudo ou todo: 
"Ouvia-a! A sua voz me despertava 
Tudo QUANTO de bom conservo n'alma." (GONALVES DIAS) 
PRONOMES RELATIVOS INDEFINIDOS 
Assim se chamam os pronomes relativos empregados sem antecedente expresso, em frases como as seguintes: 
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Quem espera sempre alcana. 
Traiu a quem lhe fora to fiel. 
No teve que objetar. 
Fez quanto pde. 
Estes relativos, tambm chamados 'condensados', trazem o antecedente incorporado em si. 
PRONOMES INTERROGATIVOS 
Os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto recebem particularmente o nome de interrogativos, quando com eles formulamos 
uma pergunta. 
Exemplos: 
"Quem eram? De que terra? Que buscavam?" (CAMES) 
Paralelamente a que (= que coisa?),  lcito usar da forma reforada o que: 
Que procuras aqui? 
O que procuras aqui? 
Uma interrogao pode ser feita direta ou indiretamente. No primeiro caso, a frase terminar por ponto de interrogao; no segundo, usar-se- um verbo prprio para 
interrogar, como perguntar, saber, indagar, etc. 
Exemplos de interrogao indireta: 
Indagaram que motivos h para desistir. 
Perguntaram quem os acompanharia. 
Quero saber quantos ficaro. 
O PRONOME NA ORAO 
De acordo com o oficio que exeram na orao, os pronomes se 
classificam em: 
Pronomes substantivos. 
Pronomes adjetivos. 
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Os primeiros se comportam como verdadeiros substantivos, isto , representam o ncleo de um sujeito, ou de um complemento. 
Os outros vm sempre referidos a um substantivo (claro, ou oculto), 
ao qual se subordinam na qualidade de adjunto adnominal. 
1) So. exclusivamente pronomes substantivos: 
a) Os pessoais. 
b) Os demonstrativos: isto, isso, aquilo, o (a, os, as). 
c) Os indefinidos: quem, algum, ningum, outrem, tudo, nada, algo. 
d) Os relativos (exceto cujo com suas flexes). 
e) O interrogativo quem. 
2) So exclusivamente pronomes adjetivos: 
a) Os possessivos. 
b) O relativo cujo (com suas flexes). 
c) Os indefinidos cada e certo. 
Observao: 
Insista-se em que os possessivos so exclusivamente pronomes adjetivos. Ou se 
subordinam a um substantivo (claro, ou oculto), na qualidade de adjunto adnominal, 
ou funcionam como predicativo, funo de natureza adjetiva. 
Assim: 
Meu pai foi um homem de bem (meu - adjunto adnonzinal do ncleo 'pai'). 
Este livro  o meu (meu - adjuno adnominal do ncleo 'livro', oculto, ao qual se 
prende tambm o artigo 'o'). 
Este livro  meu (meu - predicativo). 
Confrontar, com respeito a este ltimo exemplo, frases como as seguintes: 
Este livro  bom (ou mau, ou grosso, ou grande, ou caro, ou de Ricardo, etc.). 
3) Os demais pronomes podem empregar-se como substantivos, ou adjetivos. 
DEMONSTRJTI VOS 
Cames e Bocage foram dois grandes poetas: este, do sculo XVIII; 
aquele; do sculo XVI. 
(este e aquele - pronomes substantivos). 
Este romancista escreve bem, porm aquele (romancista) tem mais 
imaginao. 
(este e aquele - pronomes adjetivos). 
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Observao: 
Quando fazemos referncia a dois substantivos anteriormente citados, empregamos aquele para o mencionado em primeiro lugar e este para o que se apresentou 
em segundo lugar. 
INDEFINIDOS 
Algum de vocs far o favor de levar-me a casa. 
(algum - pronome substantivo) 
Ele ainda possui algum dinheiro. 
(algum - pronome adjetivo) 
Que desejas aqui? 
(que - pronome substantivo) 
Que fantasia  essa? 
(que -- pronome adjetivo) 
Observao: 
O interrogativo que? vale por que coisa?' quando funciona como pronome substantivo; e por qual', ou que espcie de', como pronome adjetivo. 
O interrogativo qual?, quais? usa-se como pronome adjetivo, mas nem sempre vem ao lado do substantivo. Nas interrogaes feitas com o verbo ser, costuma-se 
empregar o verbo depois de qual: 
Qual  o seu nome? (= Qual nome  o seu?) 
PALAVRAS VICRIAS 
Palavras h - da famlia dos pronomes - que se pem no lugar do ncleo de um predicado, a fim de evitar-lhe a repetio. E o que Tesnire chama mot-phrase, ou, na 
terminologia de Matoso Cmara Jr., partcula frasal. 
Tal acontece, entre outros casos, com sim e no, e com os verbos 
ser e fazer. 
Exemplos: 
a) "E foi um espanto quando se soube que a festa no era oferecida ao sol ou a qualquer astro de primeira grandeza, mas SIM em honra 
de uma estrelinha..." (VIRIATO CORRA) 
Este sim reproduz era oferecida. 
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h) "- Ah! S mesmo a pacincia do Sr. Vigrio. Apesar, porm, de tanta pacincia, o Sr. Vigrio, se no mostrava 
arrependido daquela caridade, ERA simplesmente porque esse rasgo generoso muito contribura para a boa reputao que ele gozava..." (ALuzIo AZEVEDO) 
O verbo ser equivale, a, a no se mostrava arrependido. 
c) Na famosa frase de Guimares Rosa, "A gente morre  para provar que viveu"* -, o verbo ser significa (enfaticamente) morre -, 
no caso, palavra vicria. 
* 'O verbo e o logos" (discurso de posse na Academia Brasileira de Letras), na coletnea Em memrk de Guirmires Rosa, Rio de Janeiro, Jos Olympio, 1968, p. 85. 
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